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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Magia Da Redenção (Ramatis)


  • CAPÍTULO 1
    Considerações sobre o feitiço
    PERGUNTA: — Poderíamos conhecer a vossa opinião
    sobre o enfeitiçamento, o qual tanto é negado como reco-
    nhecido por muita gente? Não estaremos fazendo solicita-
    ção inoportuna e inconveniente?
    RAMATIS: — Cremos que a vossa mente já deve se
    encontrar bastante capacitada para tratar de assunto tão
    importante como é o feitiço. O progresso da Ciência e da
    Técnica do mundo terreno, no século atual, já vos permite
    compreender e comprovar que a maioria das superstições,
    lendas, crendices, práticas de magia e de alquimia, incom-
    preensíveis no passado, possuem algo de científico. Atual-
    mente, a própria Parapsicologia, disciplina científica de
    investigação moderna, progride satisfatoriamente buscando
    solucionar os fenômenos habituais do psiquismo, indepen-
    dente de conclusões a priori, mas estudando-os pelos fatos
    que indiquem uma atividade ou origem científica. Mas pre-
    cisa evitar, sensatamente, a tendência perniciosa de manejar
    a ciência a serviço de uma crença espiritual ou através de
    um preconceito religioso.
    1
    Deste modo, também poderá
    estudar e pesquisar o fenômeno do enfeitiçamento.
    l — Aliás Ramatis tem razão em endossar tal conceito, pois o estudo da
    Parapsicologia é evidentemente suspeito quando o parapsicólogo o faz sob algum
    condicionamento religioso, como acontece na França, em que a escola parapsicoló-
    gica chefiada por Roberto Amadou só admite válidos os experimentos que satisfa-
    çam as explicações católicas. Atualmente, a investigação parapsicológica mais
    sadia, ainda é a chefiada por J. B. Rhine, em USA.Ramatis
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    feita isenção de ânimo e liberdade de ação.
    PERGUNTA: — Referimo-nos à possível inconveniência
    de tratarmos desse assunto, porque o enfeitiçamento, além
    de contestado por muitos espíritas que seguem as diretrizes
    básicas do Espiritismo codificado, parece-nos assunto até
    apavorante para as mentes comuns.
    RAMATIS: — Em geral, as mentes comuns, quer pela
    sua ignorância ou pelo habitual descontrole mental e emoti-
    vo, são justamente as mais responsáveis pelo enfeitiçamento
    verbal, mental e físico, que ainda se manifesta na face da
    Terra. O desconhecimento ou a descrença do feitiço não vos
    livra dos seus resultados ignóbeis e funestos, ainda pratica-
    dos por quase toda a humanidade!
    Também é estranho que os espíritas, bem mais esclare-
    cidos do que os religiosos dogmáticos e conservadores, ainda
    se mostrem temerosos de examinar o problema da feitiçaria
    e conhecer a verdade sobre o seu processo e mecanismo fun-
    damental. Jamais poderemos solucionar os problemas espi-
    nhosos ou desagradáveis da vida humana, copiando a lenda
    do avestruz, que, diante do perigo, enfia a cabeça na areia!
    A bruxaria é assunto a ser examinado e pesquisado com
    toda isenção de ânimo, sem qualquer preconceito religioso,
    científico ou moral, decorrentes de convenções e sentimenta-
    lismos humanos. É melhor que isso seja comprovado ou des-
    mentido, sem quaisquer temores, do que lhe ignorarem a
    realidade por falsa suscetibilidade, embora se trate de assun-
    to desagradável e controvertido.
    PERGUNTA: — Alguns espíritas alegam que é muito
    perigoso divulgar-se em público o mecanismo tenebroso do
    feitiço, ante a imprudência de contribuirmos para o
    aumento do mal.
    RAMATIS: — Sob a nossa opinião, a feitiçaria tão tra-
    dicional é um processo bastante ingênuo e inofensivo, com-
    parada ao pavoroso feitiço da “bomba atômica”, que, em
    poucos minutos, matou mais de 120.000 pessoas no Japão!

  • CAPÍTULO 2
    Enfeitiçamento verbal
    PERGUNTA: — Que significa enfeitiçamento verbal?
    RAMATIS:— O enfeitiçamento ou a bruxaria, na reali-
    dade, pode efetivar-se pela força do pensamento, das pala-
    vras e através de objetos imantados, que produzem danos a
    outras criaturas. O enfeitiçamento verbal resulta de palavras
    de crítica antifraterna, maledicência, calúnia, traição à ami-
    zade, intriga, pragas e maldições. A carta anônima e até
    mesmo a reticência de alguém, quando, ao falar, dá azo a
    desconfiança ou dúvida sobre a conduta alheia, isso é um
    ato de enfeitiçamento. O seu autor é responsável perante a
    Lei do Carma e fica sujeito ao “choque de retorno” de sua
    bruxaria verbal, segundo a extensão do prejuízo que venha
    a resultar das palavras ou gestos reticenciosos desfavoráveis
    ao próximo.
    A palavra tem força, pois é o veículo de permuta do
    pensamento dos homens, os quais ainda não se entendem
    pela telepatia pura, conforme acontece noutros planetas
    adiantados.
    1
    Consoante a significação, a intensidade e o
    motivo da palavra, ela também se reveste de igual cota de
    matéria sutilíssima do éter-físico, sobre aquilo que ela defi-
    ne. Quando a criatura fala mal de alguém, essa vibração
    mental atrai e ativa igual cota dessa energia das demais pes-
    soas que a escutam, aumentando o seu feitiço verbal com
    nova carga malévola. Assim, cresce a responsabilidade do
    1 — Vide o capítulo "Idioma, Cultura e Tradições", da obra A Vida no Pla-
    neta Marte, de Ramatis.Ramatis
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    maledicente pelo caráter ofensivo de suas palavras, à medi-
    da que elas vão sendo divulgadas e apreciadas por outras
    mentes, atingindo então a vítima com um impacto mais
    vigoroso do que o de sua força original. O malefício verbal
    segue o seu curso, pessoa por pessoa, assim como a bola de
    neve se encorpa lançada costa abaixo!
    A mobilização de forças através do verbo é predominan-
    temente criadora,
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    é uma ação de feitiçaria de consideráveis
    prejuízos futuros para o seu próprio autor, pois as palavras
    despertam idéias e estas, pelo seu reflexo moral de “falar mal”
    de outrem, produzem a convergência de forças repulsivas, as
    quais se acasalam à natureza do pensamento e do sentimen-
    to, tanto de quem fala como de quem ouve. Sem dúvida, esta
    espécie de bruxaria através de palavras, também varia confor-
    me a culpa e a responsabilidade da criatura.
    PERGUNTA: — Poderíeis explicar-nos melhor esse assunto?
    RAMATIS:— Evidentemente, a pessoa que fala mal de
    outrem só por leviandade, há de ser menos culpada espiri-
    tualmente do que quem o faz por maledicência, inveja, sar-
    casmo, ódio ou vingança. No primeiro caso, as palavras não
    possuem a força molesta própria de uma deliberação malé-
    vola consciente. A criatura leviana é menos responsável do
    que a maldosa; porém, aquela que se concentra na ação deli-
    berada de prejudicar alguém pelo pensamento, pela palavra
    ou pela bruxaria através de objetos preparados, movimen-
    tando forças tenebrosas contra o próximo, elabora ou cria o
    seu próprio infortúnio.

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